Destroçus - Libertários

LIBERTÁRIOS  

                Uma parte mínima do povo que luta pelo amor, liberdade e igualdade de todo o povo. Esses são os libertários. Lutam pelo povo, e não por um novo governante ou um líder revolucionário. Os anarquistas não querem chegar ao poder. Aliás, a descentralização constante até a total dissolução do poder é o objetivo de todo anarquista. Querem que todas ou a maioria das pessoas estejam interessadas e que existam meios diretos de participação e construção na organização econômica, cultural e política da sociedade.
                A existência dos governos dão provas de desigualdade social. É bem mais que lógico: enquanto existirem formas de governo, existirão classes sociais e consequentemente desigualdade. Se há classes, logicamente há ricos e pobres. Muitos críticos do anarquismo afirmam que sem governo ou centralização, não há organização. Esses indivíduos, além de não compreenderem ou de nunca terem ouvido falar de autogestão, possuem uma compreensão bem limitada do que se chama liberdade. A maioria das pessoas, por motivos que não comentarei agora, são descrentes de si e para si mesmas. Não percebem que através da vontade e da união, seriam capazes de criar e organizar bem mais que qualquer governo existente até então. Muitas dessas pessoas que são contra a anarquia, localizam-se em uma alta posição social (financeiramente falando). E é por isso que são contra: se não houver capital, privilégio e propriedade privada das terras e dos meios de produção, como os parasitas irão viver? .A realização da anarquia traria para cada um de nós, toda a responsabilidade pela organização e administração da saúde, da educação, da segurança, das artes, etc. Os organismos estatais construídos de cima para baixo e distantes do contato popular, seriam substituídos pelas decisões e ações das comunas e federações que seriam, por características próprias de qualquer organização libertária, controladas diretamente pelo povo. Liberdade exige muita (e bota muita nisso!) responsabilidade. Para ser responsável é preciso querer, e para querer é preciso acreditar, fazendo também com que outros acreditem e queiram. Eis aqui o senão única, mas principal motivo da propaganda pela ação no movimento libertário: ela da provas de que “a utopia é possível”. Salve Chiapas.
                Sou anarquista, a princípio, por nem querer nem ser escravo nem querer ser senhor. Consequentemente, não sou senhor, mas ainda continuo sendo escravo. Para deixar de ser escravo, preciso me libertar completamente dos senhores que me escravizam psicológica, física e espiritualmente.  

Escrito em 02/07/99, Ano da Graça e do Amor, pelo Padre Francisco (baterista dos DESTROÇUS) 

Rumamos para a libertação! Revolução Social!

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